Desde 2008 o time não chega a lugar nenhum, falam que vão ter raça, competência, que vão dar o máximo, mas cadê? Eu me pergunto, aonde tá a positividade das palavras ditas pelos jogadores nas coletivas? Cansei de escutar, agora eu quero que façam, que demonstrem. Olhe para a cara de qualquer torcedor Palmeirense, ele está feliz? Se observarmos bem ele está com o semblante cansado, cansado de pontos e posições perdidas, cansado de todo vai e vem de polêmicas, cansado de gozações a seu respeito, cansado de perder. Dizendo-se assim, acho que o grande time de 1999, o ganha tudo, não voltará mais, não falo dos atletas, mas sim da competência. Eu não vou desistir, não vou mesmo, o time pode estar em uma péssima fase, pode estar em um fila que parece não ter fim, mas aqui é Palmeiras, vamos dar a volta por cima ‘’e mostrar que de fato é campeão’’. Ídolos vem e vão, história fica, pontuações vem e vão, títulos ficam, jogos vem e vão, taças ficam. Eu quero que o Palmeiras volte com mais força, quero que ele renasça, que mostre o que o seu hino diz. Um time não é campeão por categoria, e sim por vontade; quem tem vontade chega aonde quer.
domingo, 26 de junho de 2011
Palmeiras x Ceará ;C
O Clima era de amizade, porém...
É hoje não foi um dos melhores dias, Palmeiras jogando mal pra caramba, perdendo gol adoidado, dormindo em campo. E ainda por cima o Corinthians ganha de 5x0 do São Paulo. Eu só faço uma pergunta ao torcedor, vocês se lembram do time que ganhou de 5x0 do Avaí, semana passada no Canindé? É, então, eu não me lembro, acho que a competência e a raça desse time foram deixadas em São Paulo, no CT, e não foram para o Ceará com o elenco. Ás vezes eu fico pensando, o Palmeiras não ganha porque não quer. O Kleber foi um dos piores, se ele não está satisfeito, se ele quer ir pro Flamengo, vai, ninguém ta segurando ninguém, ele não é obrigado a jogar no Palmeiras, se ele quer ir, que vai, assim ele não prejudica mais o Palmeiras. Depois o Felipão não quer que xinga, não quer que cobre. O que está acontecendo? Eu sei que é cedo pra falar isso, mas estamos perdendo tudo desde 2008. E também sei que foi a primeira derrota do Brasileirão, mas os pontos perdidos hoje faltarão amanha pra ganhar o campeonato.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Após ser Tri Campeão pelo Santos, Maikon Leite é apresentado no CT como novo reforço.
Dois dias depois de comemorar pelo Santos o maior título sul-americano de clubes, Maikon Leite começa um novo projeto profissional. Na apresentação realizada no Palmeiras na manhã desta sexta-feira (24), na Academia de Futebol, o atacante deixou claro que projeta reviver a emoção de disputar - e vencer - a Copa Libertadores da América para, finalmente, ter a chance de disputar o Mundial de Clubes.
- Eu sei que poucos jogadores têm o Mundial no currículo e perderei a chance neste ano, mas sou novo, tenho cinco anos de contrato, posso jogar a competição pelo Palmeiras. Hoje, quando acordei, perdi a vontade de jogar contra o Barcelona.Na primeira entrevista pelo Palmeiras, Maikon Leite distribuiu sorridos e esbanjou simpatia. Ele aceitou posar diversas vezes com a camisa do novo clube para fotos e elogiou o manto do Verdão. "É bonita, não?", indagou.
Além disso, Maikon Leite demonstrou obsessão por títulos. Para satisfação de conselheiros e torcedores que acompanhavam a sua entrevista, o atacante falou que a ideia é buscar o bicampeonato da Libertadores já em 2012. Para isso, sabe que necessita de sucesso neste ano.
- Se estou vindo para o Palmeiras é para ganhar, sei da responsabilidade de jogar aqui. Vamos conquistar a Sul-americana ou o Campeonato Brasileiro, ou quem sabe até os dois. No ano que vem, estaremos na Libertadores.
Maikon Leite foi contratado pelo Palmeiras durante o mês de janeiro, quando assinou um vínculo dentro da lei da Fifa. Como não recebeu a liberação do Santos, com quem tinha contrato de mais seis meses, ele ressaltou que manteve uma postura profissional no fim da passagem pela Vila Belmiro. Portanto, evitou comentar sobre o Verdão.
- Eu tinha uma expectativa grande, pois atuava em um time e sabia que estava acertado com outro. Precisei evitar a imprensa, procurar fazer o meu trabalho normal. Fui profissional, não podia faltar com respeito. Saí de lá pela porta da frente, do mesmo jeito que estou chegando aqui.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Torcedor Organizado não é bandido !
O que seria de um estádio de futebol brasileiro sem a torcida organizada? Quem iria criar as musicas que muitas vezes ajudam o time a vitória quando ele está em momentos ruins? O estádio sem a torcida organizada seria um teatro, seria algo sem graça como na maioria dos estádios europeus. Marginais. É assim que muita gente enxerga quem participa de torcidas organizadas de futebol, especialmente se no jogo houve alguma briga, tumulto ou morte. É mais fácil imaginar que sejam vândalos, bárbaros, do que se confrontar com uma realidade que pode surpreender: talvez sejam gente comum. Além disso, os torcedores organizados, especialmente os jovens, se reúnem não apenas para torcer por suas cores. Eles discutem a política do clube, o esporte, entre outros assuntos. São questões que atualmente não são abordadas em outro espaço da sociedade. Mesmo que possuam uma parcela da responsabilidade pelo clima bélico nos estádios, as torcidas organizadas apresentam características positivas. E não apenas nas arquibancadas as agremiações demonstram aspectos construtivos. Geralmente, são compostas por representantes de diversas origens e classes sociais, que promovem ações de assistência social voltadas para a comunidade. Há, portanto, uma inegável importância de cunho social.
domingo, 19 de junho de 2011
''E mostrar que de fato é campeão''
Acharam que eu estava derrotado, quem achou estava errado, eu voltei, estou aqui! Ao contrário do que queriam estou firme, sou vaso ruim de quebrar, sou guerreiro!
LIBERTADORES NÃO É PRA GAMBÁ '
Palmeiras campeão da Libertadores da América. A 12 anos atrás a América foi pintada de verde e branco. Um time de craques, guerreiros, 1 santo e um mestre. As muralhas a serem vencidas, muitas vezes pareciam impossíveis. Poderiam ser para muitos, não para aquela linha com atacantes de raça. Os inimigos eram poderosos, mas tornavam-se cada vez menos eficazes diante daquela defesa que ninguém conseguia passar. Assim o Palmeiras lutou, naquele dia não eram apenas 11 jogadores em campo, a Nação Alviverde por inteira estava lá, batalhando, cantando, vibrando como se também estivesse em campo jogando, e foi assim que o Palmeiras gravou mais uma data na história. Muitos não viveram esse dia, alguns não se lembram muito bem, sortudos os que tiveram a enorme alegria de estar naquela arquibancada. Nesse dia, nosso maior sonho foi realizado, lágrimas escorreram pelos olhos palestrinos e a Nação Alviverde descobriu uma coisa incrível: “Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.”
E assim seguimos te amando...
E assim seguimos te amando… onde quer que esteja, onde quer que vá! Pois os privilegiados já nascem assim: de coração verde…PALMEIRENSES de alma. E outros ainda tem a sorte de poderem te escolher. Estamos predestinados a sentir emoções que jamais poderemos descrever. Emoções que vão permanecer pra sempre e que jamais poderão ser repetidas, porque todas as vezes que você entra em campo, você as recria de novo e de novo e nos faz senti-lás de maneira diferente. E sentimos, só os corações palmeirenses sabem! E isso me faz ter certeza de uma coisa: VERDÃO foi vc quem nos escolheu pra sermos Palmeirenses de corpo, alma e coração. ♥
Depois de tudo...
Ah, Danilo, a saudades já aperta o peito, machuca o coração. Se pudéssemos diríamos pra você não ir embora, mas isso seria egoísmo. Só nos resta agradecer por tudo que você fez, por ter honrado nosso manto sagrado durante todo esse tempo, por fazer parte da defesa que ninguém passa e fazer do nosso Alviverde Imponente. Boa sorte, Xerife, aonde estiver saiba que quando quiser voltar, estaremos te esperando de braços abertos.
Fui fundado em 26 de agosto de 1914. A partir de então, o mundo não é mais o mesmo. Revolucionei a história. No ardor das guerras venci batalhas memoráveis. Nas vitórias, sempre demonstrei raça. Nas derrotas, dignidade. Meus guerreiros protegem com honra o meu escudo. Defensores corajosos, atacantes leais. Rodei o mundo, derrotei gigantes, enfrentei árduos desafios. Aos adversários só resta o clamor. Os covardes fogem quando vêem minha força. Tive os melhores guerreiros. Dei a cara pra bater em uma guerra. Mostrei minha força e minha superioridade quando me atacaram e quiseram o meu fim. Desbravei a América, fui o primeiro a conquistar o mundo. Sou Octa Campeão Brasileiro. Sou Campeão da Libertadores. Sou o primeiro Campeão Mundial. Sou a história mais linda do futebol. Sou a força, sou a garra, sou a luta, sou a raça, sou o amor. Muito prazer, sou Sociedade Esportiva Palmeiras.
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- Só porque o Rogério faz gol, os caras querem que eu faça, mas e eu não faço gol. O Rogério é o batedor oficial do São Paulo, bate com 0 a 0 ou 5 a 0. Não é porque o moleque (Aleks) está começando agora e ia ser homenagem pra mim que eu iria lá.
São Marcos mostrando que além de ser o melhor goleiro do Brasil,é humano e honesto.
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Que lindo ver isso. Esse jogo foi mais do que uma etapa cumprida por nós, esse jogo foi a prova de como nosso time vem crescendo a cada dia mais. Nunca subestimei nosso adversário, assim como nunca subestimei nossa equipe. W. Paulista mostrou jogo a todo tempo, Luan vem melhorando a cada dia mais, nosso Gladiador como sempre batalhando, Assunção e suas bolas aéreas cada vez mais perfeitas, causando o medo de qualquer adverdário e nosso São Marcos com suas defesas incríveis. Mais do que 11 jogadores em campo, 11 guerreiros. Jamais duvide da força do Alviverde Imponente.
Eu não esperava...
Acordei já sentindo um aperto no coração sabendo que não poderia comparecer hoje com a nação para apoiar mais um jogo. Como sempre eu estava nervosa, não via a hora do jogo começar. Eu estava inquieta. Coloquei a camisa e esperei até o apito inicial. Torcedor do Palmeiras sofre com tamanha boataria, é todo dia uma nova. E hoje entramos em campo com a pior da semana: Flamengo faz proposta de 7 milhões pelo Gladiador, por 50% dos direitos pertencentes ao Palmeiras. É um soco no rim, pois é claro (e não mais boato) os problemas financeiros do Verdão, a richa Kléber x Tirone e a escalação (do jubilado da semana) W. Paulista. Felipão parece testar uma nova formação, agora sim, mais inofensiva – oremos. Palmeiras domina o meio de campo no primeiro tempo e explora bem o lado direito com o Kid Bengala e Cicinho. Lincoln cria pouco mas aparece bem no primeiro tempo e faz o primeiro gol. Luan, na mesma função de sempre, ajuda bem na marcação do lado esquerdo e pinta e borda em cima do avaiano e também ex-palmeirense Marcinho Guerreiro, mete 2 gols e garante sua redenção com a torcida, que grita seu nome no final do primeiro tempo. Para fechar no quarto gol, Gladiador corta na esquerda, percebe o iniciante Aleks adiantado e coloca bonito no ângulo direito.
Palmeiras, com o mesmo time, volta mais recuado no segundo tempo com Kléber ajudando na marcação e apenas W. Paulista solto na frente. Avaí muda, tira um volante para a entrada do atacante Fabio Santos o que faz o Palmeiras reforçar o meio de campo, com a entrada de Chico no lugar de W. Paulista, que aplaudido pela torcida sai sem ter feito nada de interessante, muito menos ofensivo. Lincoln puxado na grande àrea sofre penalti que faz a torcida levantar coro pra pedir, veja você, Marcos para bater o penal. Típica situação em que meia dúzia na torcida inventa modinha e os maria vai com as outras compram a ideia – ideia que com apenas um gesto negativo de Felipão e bom senso do arqueiro impedem tal façanha – Kléber bate forte e garante a soberania no Canindé. Sai Lincoln entra o ex-amuleto Patrick, sai Kléber entra Dinei. No mais sem mais. Boa partida de: Cicinho, Marcão, Luan e Kléber e não tão boa para o peso de papel Rivaldo. Mantido o scout de 4,3 gols por partida entre Palmeiras x Avaí (PFC) o Palmeiras termina a quinta rodada vice-líder, e evoca o melhor começo de campeonato brasileiro, sendo o último conseguido em 2001. Dá-lhe Porco!
Mas de verdade, eu não esperava, não sabia que seria tanto, eu queria estar lá, e também não acredito que chorei, eu chorei de alegria, porque essa semana cheia de boatos foi recompensada com o time que não se via faz tempo em campo ganhando de 5x0 no desprezado Canindé. Parabéns Palmeiras, Parabéns Torcida que Canta e Vibra !
sábado, 18 de junho de 2011
EY CORINTHIANS VAI TOMAR NO CU !
Não consigo mais ser uma pessoa comum, dessas que conseguem escutar insultos, xingamentos ou gozações do seu time sem se afligir, agora eu já estou preparada pra qualquer um desses baixos comentários, sei cada fracasso dos outros times, para que possa calar a boca de qualquer um que tente me desencorajar, é como se fosse uma agressão pessoal, (vamos massacrar o time dela, vamos fazê-la lembrar do que foi ruim, vamos deixar-la nervosa), mas não, eu me lembro do que eles querem que eu lembre, eu fico imaginando, mas percebo que tantas coisas boas que já surgiram e vão surgir, irá tomar lugar de todo ponto fraco que já passamos.
Eu passei a ter ódio de qualquer corinthiano que tenta me desafiar, - você tem que virar corinthiana, - mas porque tenho? A única resposta que esses torcedores podem me dar é, - Porque o Corinthians é o melhor time do mundo, é o timão-. Patético. Mas o apelido ‘timão’ não é porque o símbolo é um timão de navio? O Corinthians já foi rebaixado para a segunda divisão, nós também fomos, mas eles sendo foi bem melhor, mas os corinthianos dizem que o rebaixamento foi por causa de uma parceria com um fundo de investimento chamado NSI, que desgraçou o Corinthians, mas foi essa NSI que comprou o Teves, Marcio Rezende que garantiram o título nacional de 2005, mas isso pra eles não importa, só importa eles serem a maior torcida de São Paulo e a segunda maior do Brasil, mas se formos ver, a Índia e a China são os países mais populosos do mundo e nunca ganharam uma copa, e a Itália que é um país pequeno e com menos torcida já tem quatro mundiais, então o Corinthians não é nada do que o torcedor alvinegro pensa. Eles já foram campeões mundiais em 2000, mas quem devia estar nessa final era o Palmeiras, porque ganhou a libertadores de 1999, eles nunca ganharam uma libertadores em mais de 100 anos, mas então porque o Corinthians jogou essa disputa em 2000? Porque foram convidados pra jogar, pois ganharam o Brasileirão de 98 e tinham um apoio de um grupo de investidores estrangeiros que precisam colocar o Corinthians lá, e o Vasco que ganhou a libertadores de 1998 também foi chamado. Então porque não chamaram o Palmeiras, campeão sul-americano de 99? E o Corinthians que nunca passou de uma semifinal de libertadores estava lá. Eles empataram 0x0 com o Vasco no Maracanã e ganharam nos pênaltis, porque o Edmundo chutou pra fora e eles conquistaram. Eles se importam tanto com o Campeonato Paulista, que na maioria das vezes é comprado. Até se for falar de F1, vamos dar risada, o ‘ótimo’ Rubinho, é corinthiano sabia? O Senna era corinthiano, me contaram também que como corinthiano não agüentou e em 93 o São Paulo conquistou o bi-mundial, o Palmeiras saiu da fila em cima do Corinthians, aí ele percebeu que não adiantava torcer pra esse time, e enfiou o carro no muro. Já pensou, um filho chega pra um pai, e pede para ele levar-lo no estádio do Corinthians, e o pai ter que responder que eles não tem estádio? Eles só tem uma chácara que apelidaram de fazendinha, é isso que eles tem. Mas chega, assim não dá, é de cair de tanto rir, eles não tem estádio, não tem time, o título mais comemorado por eles é o Paulistão roubado, o quarto titulo brasileiro deles foi mais roubado ainda, é o único time grande de São Paulo que não tem uma libertadores, a torcida deles é a segunda do país, mas nada adianta, porque a torcida do São Caetano é mil vezes menor que a torcida deles e o time já chegou numa final de libertadores, o título mundial é uma fraude, o maior ídolo da torcida deles é Argentino, e ainda querem que eu seja corinthiana?
Você sabia que a Arena do Corinthians, mais conhecida como o famoso ‘Esmolão’, não irá pagar nem a metade do imposto em que os outros times que possuem estádio pagam? Então porque nós somos obrigados a pagar imposto? Como podemos perceber, o Corinthians é um grande picareta.
EU NUNCA VOU PARAR DE RIR ! HAHAHA
Aquele que tem nome de SANTO'
Não, eu não acho que a carreira do nosso ídolo maior se resuma a uma quadra de momentos espetaculares. Muito pelo contrário, a carreira do Marcão é uma constelação de milagres e glórias que precisaríamos de centenas de palavras pra contar tudo que o Santo já fez de espetacular por ai... Quando o Santo Parar, um dia igual a 06 de junho de 2000 dificilmente se repetirá. Vamos aqui tentar a difícil tarefa de recontar a história que todo palmeirense conhece de cor e salteado. Uma semana antes, iniciava-se o segundo duelo do século, Palmeiras e Gambás em um mata-mata pela Libertadores. Em 99, eliminamos a gambazada nas quartas-de-finais do torneio, a cereja do bolo que foi a conquista da América. E lá estavam os sarnentos de novo à nossa frente, dessa vez pelas semifinais do torneio sul-americano. E o time da gambazada era só badalação. Havia ganhado o torneio danoninho em janeiro, que eles insistem em chamar de “Mundial” (e que não passou de um Mundialito, como bem explicou Roberto Carlos – nada mais do que um desafio de futsal ou algo que o valha). E era o time bi-campeão brasileiro, em cima dos dois mineiros moribundos e com muito auxilio do apito, como sempre. Mas era um time forte, formado por Dida, Fabio Luciano, Rincon, Ricardinho, Marcelinho, Luizão, Edilson... Do nosso lado, além do Santo no gol, contávamos com Rogério, Argel, Roque Júnior e Júnior; César Sampaio, Galeano e Alex; Pena, Marcelo Ramos e Euller. E no banco, Felipão. Que não se conformou com a injusta derrota sofrida na primeira partida, por 4×3. O preto e branco não foi proposital, mas deu um ar de emoção... No vestiário, sobrou pro capetinha e pra “porra do Corinthians”: O Palmeiras precisava ganhar de pelo menos 1 gol de diferença, pra forçar a disputa de pênaltis. Ia enfrentar o maior rival valendo uma vaga na final da Libertadores e em desvantagem. Mas, aqui é Palmeiras! Começa o jogo e, numa bola do Junior, sobrou pro Euller fazer Palmeiras 1×0. Do outro lado do campo, o Santo ajoelha no gramado e levanta as mão ao céu, como se soubesse o que o destino lhe reservara para mais tarde naquela noite. Aos 40 do primeiro tempo, depois de muito pressionar, sempre parando nas mãos do Santo, Luizão empata pros Gambás, de cabeça. As coisas começavam a se complicar pro Verde. E logo no começo do segundo tempo, num chute da entrada da área, Luizão venceu de novo o Santo. Fechou a fatura? Nunca! O Palmeiras foi pra cima e, numa pintura de Alex, um dos segundos gols mais bonitos de sua carreira em Palestra Itália, empatou o jogo. O Palmeiras apertava e os Gambás batiam. Até que, aos 25, numa falta cobrada por Alex, Galeano virou pro Verdão. Um gol daqueles meio espíritas, numa bola que estava quase fora do campo, pra lavar a alma do palmeirense, pra tremer a gaiola das loucas. E fomos para os pênaltis. De novo, pelo segundo ano seguido, decisão de Libertadores contra os Gambás nos pênaltis. No ano anterior, Vampeta e Dinei perderam, mas chutaram pra fora, o Santo não tinha feito nenhuma defesa. O Palmeiras iniciou a série e fez o primeiro, e o Corinthians empatou. E assim ocorreu até o quinto pênalti. Marcelo Ramos, Roque, Alex, Asprilla e Junior haviam convertido suas cobranças contra Dida. Foi então pra cobrança Marcelinho. Marcos havia pulado o primeiro pênalti, de Ricardinho, pra esquerda. Os outros três, pulou no seu canto direito, sem sucesso. Marcelinho ajoelhou, daquele jeito ridículo que ele sempre fazia, e arrumou a bola. Tomou distância. Voltou pra bola e a ajeitou novamente. Parecia tentar ganhar tempo pra descobrir como vencer o maior goleiro de todos os tempos. Preparou-se pra bater e, naquele momento, a Terra parou de girar, como se todas as pessoas prendessem a respiração naquele mesmo instante... Silêncio ensurdecedor... Bola chutada forte a meia altura, no canto direito do Santo que, num vôo impossível pra qualquer humano, se lançou na direção daquela maldita pra defender a penalidade e mandar o Gambá pra casa... No mesmo impulso, o camisa 1 (numeração obrigatória dos titulares era de 1 a 11) se levantou com os braços pro ar e correu em direção à bandeirinha de escanteio, finalizando com o peixinho mais lembrado de toda a história do futebol, bem em frente à galinhada.
Ser Santo tem dessas coisas. Marcos havia tomado 6 gols em 2 jogos e em menos de uma semana. De quebra, o Palmeiras ainda havia sido eliminado pelos Sardinhas da semi-final do Paulista, mais 3 gols. Nove gols em uma única semana jamais foram compatíveis com a carreira do maior goleiro do Mundo. Os incrédulos não botavam mais fé nele, talvez por conta do segundo gol sofrido naquela partida, quando a bola passou por debaixo do Santo. Mas, nem por um momento, o palmeirense duvidou que fosse das mãos de São Marcos que sairia a classificação e a eliminação dos Gambás. Era como tinha que ser, do pé do mais odiado pras mãos do mais amado. Simplesmente épico inesquecível. Um verdadeiro milagre, desses que só o Santo faz que continue sendo lembrado pelo palmeirense como se fosse o primeiro título de janeiro de 1915, que será contado de pai pra filho sempre que, daqui há 30 anos, visitarem o busto de São Marcos de Palestra Itália nas alamedas da Sociedade Esportiva Palmeiras.Coisa que dificilmente veremos, quando o Santo parar. AVANTI PALESTRA! AVANTI SÃO MARCOS DE PALESTRA ITÁLIA!
Quando o Santo Parar vamos sentir muitas saudades do seu bom humor e do jeito de levar a vida de forma positiva. Sim. Como todo palestrino, Marcos tem seus dias de fúria, em especial quando o time não corresponde em campo, ele é o primeiro a querer pegar jogador vagabundo pelo colarinho. Ou então sai correndo pro gol adversário aos 29 do segundo tempo, pra tentar fazer o gol de cabeça que o time precisa.
Mas o que vamos sentir falta mesmo é do seu jeito simples que encanta a todos e a forma de contar as histórias engraçadas do elenco e da sua vida. Quando o Santo parar, dificilmente viveremos um dia como 30 de maio de 2001.Na partida de ida pelas quartas-de-finais da Libertadores de 2001, o Palmeiras de Celso Roth e o Cruzeiro de Felipão empataram em 3×3. Lopes, o Tigrão, fez 3 naquele jogo. Foi lá o Palmeiras pro Mineirão precisando vencer. Mas logo aos 6 minutos, Alessandro manda bola indefensável pro Santo, 1×0 Cruzeiro. E assim acabou o primeiro tempo, com o Perrela tentando invadir o campo e tal… No segundo tempo, numa cobrança de falta de Arce, o Palmeiras empatou. Pra logo depois ver o Cruzeiro desempatar, também num lance de falta, gol do Cris de cabeça, outra vez sem chances pro Marcão. E o Palmeiras teve calma pra chegar ao empate e levar a decisão para os pênaltis. Falta batida pelo Chique, cabeçada certeira de Alexandre (o próprio) pra deixar tudo igual. Aos 40 do segundo tempo. E lá foi o Santo pra baixo do gol do Mineirão. Alex bateu e perdeu. Galeano bateu e perdeu. Felipe bateu e perdeu. Sobrou pro Santo, que pegou o primeiro. Pegou o segundo. E teve a estrela de ver batido pra fora o quinto e último pênalti da série do Cruzeiro, pelo ex-palmeirense Jackson, que teria liquidado o jogo se fosse convertido. Nas cobranças intercaladas, o Santo operou novo milagre: defendeu o terceiro pênalti da noite (de novo do lado direito), o quarto a não entrar no seu gol. E Munhoz bateu o seu, firme e forte no ângulo direito do goleiro André, despachando no Mineirão o Cruzeiro do Felipão. Mais um milagre do Santo, operado no dia 30 de maio de 2001. Momento que dificilmente veremos outra vez, quando o Santo parar! AVANTI PALESTRA! AVANTI SÃO MARCOS!
Triste será pra gente. O dia que Marcos parar, vou gostar menos de futebol. Uma parte de mim vai parar junto dele. Pelo menos até o dia em que um novo Santo surja, se é que isso é possível. Que venha vestir nossa camisa por mais de 500 vezes, por 18 anos seguidos sem nunca ter pisado profissionalmente em um gramado que não fosse com o escudo do Palmeiras no peito ou para servir a seleção. Quando o Santo parar, não se verá mais um dia como 12 de maio de 2009. O Palmeiras já tinha sido considerado eliminado da Libertadores 2009 antes mesmo do término do primeiro turno da fase de grupos. Uma campanha ruim dava a impressão, pros incrédulos da imprensa, que o Palmeiras não passaria nem da primeira fase do torneio, o que seria uma vergonha inaceitável pra gente. E a recuperação do Palmeiras se iniciou contra o Xpouti, na Ilha do Retiro, com vitória verde. Faltava uma vitória e lá foi o Palmeiras pro Chile pegar o Colo-Colo, time em que o Mago jogou. Vitória que saiu nos minutos finais, dos pés de Cleiton Xavier, do meio da rua… E lá vinha de novo o Xpouti no nosso caminho, pelas Oitavas de Finais da Liberta. No primeiro jogo, 1×0 pro Palmeiras (jogando com um a mais), gol de Ortigoza, em jogada de bola parada. No jogo da volta, o Palmeiras jogava pelo empate. Chega o dia do grande jogo, o Palmeiras com chance de retribuir a eliminação pro Xpouti na Copa do Brasil de 2008. Ao invés de jogar bola como vinha fazendo, o Palmeiras se retraiu demais e deu chance pro Xpouti atacar e chegar na cara do gol uma, duas, três vezes, isso só nos primeiros minutos de jogo. Mas o Santo estava inspirado. Um milagre atrás do outro. Pegou pelo menos seis bolas impossíveis. Só uma, indefensável, passou. Iríamos ter pênaltis. Marcos chamou o grupo antes das cobranças e disse: Agora é comigo. E foi mesmo. Das 4 cobranças dos pernambucanos, o Santo catou 3, antes de correr pra bandeira de escanteio ao lado direito de seu gol, onde se encontrava a eufórica torcida palmeirense que acabara de testemunhar mais uma obra miraculosa do Santo.
Tudo tem a sua primeira vez...
Como já disse eu me preparava para as dores que iria ter que passar, mas a cada derrota, por menos insignificante que fosse pra mim não era, eu derramava toda minha frustração e meu desespero, por várias vezes pensei que a culpa seria minha e não dos jogadores, como se existisse culpa em uma derrota, o melhor em campo ou o que ‘paga mais’ vence, simplesmente naquele jogo, uma eliminação em que não me recordo o Palmeiras não tinha mais combustível, nem mais estrada. Eles não jogaram mal, mas cada jogo perdido eu julgava ter sido uma péssima partida dos jogadores, parecia que viraram as costas para nós, torcedores. E eu, curvada, amparada no sofá da sala, demolida, ‘pela primeira vez’, e então eu e a TV, um de frente pro outro, com a cabeça abaixada, não queria deixar que vissem meu rosto, estava espantada por presenciar a minha primeira derrota como torcedora de verdade, eu ficava quieta, sem pensar, mas sentindo, de repente veio uma calma, nenhuma desgraça aconteceu, não taquei coisas, não bati portas, apenas chorei, quanto tempo faz desde aquela noite? Parece que foi ontem.
Público Zero, -'- O PALMEIRAS VAI JOGAR EU VOU '
Eu me simplesmente vou ignorar a primeira carta publicada no site oficial, uma vez que ela foi escrita em primeira pessoa e, portanto, não pode ser compreendida como o posicionamento oficial de uma entidade que representa tanta gente. Simplesmente não pode, e eu não vou entrar no mérito de tudo o que foi escrito ali; é a posição de alguém que divide comigo a mesma arquibancada e com quem já devo ter conversado algumas vezes, e vale tanto quanto a minha. Discordo veementemente de quase tudo o que está ali, respeito o direito à opinião alheia, mas não reconheço aquela como sendo a palavra oficial da entidade Mancha Verde. Chegamos então à campanha “Público Zero”.
Eu não aceito isso! Lugar de torcedor é na arquibancada e é para lá que eu vou. Respeito o direito de quem não vai, mas eu farei a minha parte na arquibancada (já foi assim no Couto Pereira, e será assim também no Pacaembu). Não me importa o fato de o time já estar eliminado. Não me importa o horário absurdo, o frio, até a chuva que pode cair. Não importa. A camisa do Palmeiras vai a campo, e eu vou junto. Se não forem, eu vou!
Copa do Brasil 99
Lembro como chorei em uma noite, eu não posso ter esquecido aquelas cenas de um vídeo de 1999, Palmeiras x Flamengo, semi-final da Copa do Brasil.
Ao longo do vídeo esse sentimento sem nome começou a dar os primeiros sinais do que era. Era o sentimento da saudade. Saudade dos jogadores e saudade de sentir a emoção do jogo e da torcida. Alex, César Sampaio, Junior, Zinho, Arce, Roque Junior, Evair, Oséas, Paulo Nunes... Grandes nomes daquele time de 1999. O mais engraçado é que assistindo ao vídeo, que já faz 12 anos, me senti aflita.
Sim, já sabemos o resultado, mas era como se fosse hoje. Outro sentimento nessa hora surgiu, a emoção. Fim do primeiro tempo. Que garra esse time mostrou! Quantos passes, quanta vontade e como a torcida representou. Que Palmeiras unido! Segundo tempo continua a aflição. Já tava quase xingando, quando me lembrei que esse jogo já aconteceu. Surgiu novamente outro sentimento: Senti-me boba. O Palmeiras precisa vencer por dois gols de diferença, mas o Flamengo fazia gols, a imprensa declarava abertamente que um dos finalistas seria o rubro negro, mas com a força dos torcedores ali presentes até o último minuto, o Verdão conseguiu uma virada histórica, e eu de boca aberta e com os olhos cheios de lágrimas vendo o vídeo, pois não acompanhei essa trajetória importante, eu tinha apenas dois anos, não sabia exatamente o que era futebol. Há os relatos também daqueles que tinham no Palestra a sua segunda casa: os torcedores. Histórias de gente que nasceu, cresceu e literalmente viveu naqueles assentos de cimento que, agora destruídos, ajudaram a alicerçar uma paixão. As luzes do estádio se apagam. E o fim se transforma em uma catástrofe de lágrimas de saudade, de amor e, principalmente, de alegria de um tempo maravilhoso que ficou para trás. Que comece logo o segundo tempo.
'' Meu PALMEIRAS minha vida, a razão do meu viver ''
No dia 26 de agosto de 1914 nascia o Palestra Itália, o grande amor da minha vida. Esta caminhada, do Palestra ao Palmeiras, foi feita em meio a muitas dificuldades e lutas, mas rendeu momentos inesquecíveis. Uma das maiores paixões do torcedor palmeirense e principalmente minha é a sua história. Quem a conhece, sabe bem a razão e o motivo de tanto orgulho. Ela é rica, bela, cheia de lutas, glórias e conquistas.
Eu sabia que era uma viagem com destino, sabia desde o início e não sabia, a família inteira era alviverde, a família inteira o apoiava, e eu seguira o mesmo caminho. Sem perceber, a cada jogo, a cada gol, a cada apito, o meu amor crescia inocentemente, não sabia que amaria tanto, que era tanto, que era muito mais do que se pode imaginar, ninguém pode saber o que eu sinto, entender o que eu sinto, criticam por eu ser menina, mas isso não importa de nada vai me servir, terei que me acostumar a conviver com certas opiniões, mas mesmo assim estarei com o meu ‘Campeão do Século’ até o final, mas não haverá final, pois nem a morte acabará com o que eu sinto.
Tudo começou em um dia que nos tornávamos Campeões Paulista de 2008.
A decisão mais rápida da minha vida, e a mais longa, começou a ser amadurecida desde o dia em que o vi jogar ‘pelas primeiras vezes’ no estádio. E assim foram os anos em que estivemos tão perto e tão longe um do outro, eu em constante estado de paixão e luto, pelo brilho das vitórias e pelo frio de certas derrotas, me preparando para o amor e a dor ao mesmo tempo, não era por um menino esse sentimento, por mais que seja parecido, era por um time de futebol. Uma grande aventura de amor, fé, choros, gritos, recordações.
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