Lembro como chorei em uma noite, eu não posso ter esquecido aquelas cenas de um vídeo de 1999, Palmeiras x Flamengo, semi-final da Copa do Brasil.
Ao longo do vídeo esse sentimento sem nome começou a dar os primeiros sinais do que era. Era o sentimento da saudade. Saudade dos jogadores e saudade de sentir a emoção do jogo e da torcida. Alex, César Sampaio, Junior, Zinho, Arce, Roque Junior, Evair, Oséas, Paulo Nunes... Grandes nomes daquele time de 1999. O mais engraçado é que assistindo ao vídeo, que já faz 12 anos, me senti aflita.
Sim, já sabemos o resultado, mas era como se fosse hoje. Outro sentimento nessa hora surgiu, a emoção. Fim do primeiro tempo. Que garra esse time mostrou! Quantos passes, quanta vontade e como a torcida representou. Que Palmeiras unido! Segundo tempo continua a aflição. Já tava quase xingando, quando me lembrei que esse jogo já aconteceu. Surgiu novamente outro sentimento: Senti-me boba. O Palmeiras precisa vencer por dois gols de diferença, mas o Flamengo fazia gols, a imprensa declarava abertamente que um dos finalistas seria o rubro negro, mas com a força dos torcedores ali presentes até o último minuto, o Verdão conseguiu uma virada histórica, e eu de boca aberta e com os olhos cheios de lágrimas vendo o vídeo, pois não acompanhei essa trajetória importante, eu tinha apenas dois anos, não sabia exatamente o que era futebol. Há os relatos também daqueles que tinham no Palestra a sua segunda casa: os torcedores. Histórias de gente que nasceu, cresceu e literalmente viveu naqueles assentos de cimento que, agora destruídos, ajudaram a alicerçar uma paixão. As luzes do estádio se apagam. E o fim se transforma em uma catástrofe de lágrimas de saudade, de amor e, principalmente, de alegria de um tempo maravilhoso que ficou para trás. Que comece logo o segundo tempo.
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